sábado, 19 de julho de 2014

POLÍCIA OUVE DEPOIMENTOS DE DOIS MENORES ACUSADOS DE HOMICÍDIOS NA REGIÃO DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE


MARCELO MALHAS (comissario da delegacia de homicídios)

Dois adolescentes um de 16 outro de 17 anos, que cumprem medida sócio-educativas na FUNASE em Caruaru, foram trazidos para delegacia do distrito de São Domingos, município de Brejo da Madre de Deus, para prestar depoimentos. Eles são acusados de terem participações em homicídios na região de Santa Cruz do Capibaribe. O menor de 17 anos, escapou de ser assassinado, na chacina ocorrida na cidade de Vertentes há meses atrás. Ele só não estava entre as vítimas porque no momento do ocorrido, teria se ausentado do local onde quatro pessoas foram mortas, por disparos de armas de fogo, todos a queima roupa.

Esse adolescente inclusive é suspeito de ter assassinado no ultimo mês de junho a jovem Giséle, o crime ocorreu na favela Beira-Rio. O comissário da polícia civil Marcelo Malhas, em entrevista concedida ao repórter policial Luciano Lopes, disse que um forte esquema de segurança foi montado para que a ouvida dos menores fosse realizada. A periculosidade de ambos foi o que motivou a montagem da estratégia para conduzi-los ate a delegacia de São Domingos e em seguida reconduzi-los a FUNASE.

“Um forte esquema foi montado devido a periculosidade desses dois menores. A oitiva deles está sendo proveitosa no tocante ao que nós queremos descobrir. Estamos pretendendo elucidar alguns homicídios que aconteceram aqui em Santa Cruz do Capibaribe e região. Temos alguns casos de confissão inclusive. Só não podemos divulgar nomes por enquanto, pois ainda trabalhos em sigilo pois essas confissões serão peças que ajudarão a fechar alguns inquéritos, mas por enquanto elas não são peças únicas para nossas investigações, apenas são peças que compõe o trabalho”, explicou o comissário.


Em relação à chacina ocorrida em Vertentes, o comissário afirmou que menor de 17 anos era irmão de uma das vítimas e que por pouco não morreu junto com ele e outros primos. Já sobre o assassinato de Giséle, Marcelo Malhas disse que a polícia tem nesse adolescente o principal suspeito de ter cometido o crime e aguarda que ele também confesse esse crime. “Ele é o nosso principal suspeito, mesmo que ele não confesse, vamos arrolar outras testemunhas par que possamos elucidar o caso. A polícia tem conhecimento de que motivação para essa prática existia por parte do menor, agora é aguardar o que ele vai falar no decorrer pelo depoimento”, concluiu.

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