segunda-feira, 2 de junho de 2014

COMISSÁRIO MARCELO MALHAS FALA SOBRE CASOS DE MENORES INFRATORES EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE


Comissário Marcelo malhas



O repórter policial Luciano Lopes, apresentador do programa Comando 87, na rádio Comunidade FM 87,9 e editor deste blog, entrevistou o comissário Marcelo da 17ª Delegacia Polícia e Homicídio (DPH), que falou sobre os casos envolvendo menores infratores na cidade de Santa Cruz do Capibaribe nesta semana. Em destaque ainda um assassinato de um adolescente que estava cumprindo medida sócio-educativa na Funase, mas foi liberado e teve sua vida ceifada.
“Luciano, vivemos uma situação delicada aqui em Santa Cruz do Capibaribe em relação a delitos cometidos por menores de idade. O assassinato desse adolescente esta semana, retrata bem essa situação. Ele havia cometido um homicídio no final do ano passado e foi internado na Funase, por uma questão da justiça foi posto em liberdade com menos de 45 dias de internação, sem receber medidas sócio-educativas. Por isso vem à pergunta Por que esse menor não estava detido, cumprindo à medida que determina a lei?” questiona o comissário.
De acordo com ele, a resposta vai de encontro com o que vivenciamos nos dias atuais, fundações lotadas, Estatuto da Criança e do Adolescente, justiça sobrecarregada, dentre outros. “Essas tragédias acontecem por conta de tudo isso que estamos acostumados a ver, menores cometendo delitos, crimes e a população com a sensação de impunidade. Já é normal a gente ouvir as pessoas falarem, com menor não acontece nada e cresce dessa forma a sensação de insegurança da sociedade”, explicou.
Marcelo afirmou que a justiça de Santa cruz do Capibaribe é integra, e cumpri o que determina a lei então o problema está no ECA, é a lei e tem que ser cumprida. “Devido a tudo isso que acontece nós tentamos fazer nosso trabalho para diminuir essa sensação de impunidade e insegurança, combatendo os crimes, elucidar os casos quando acontecem apreendendo esses menores e tentando fazer as coisas correrem para que os infratores sejam internados na Funase e permaneçam por lá o tempo que determina a justiça”, pontou.
Questionado sobre as dificuldades que a polícia encontra ao tentar realizar seu trabalho e ao mesmo tempo dar satisfações à sociedade e as famílias desses menores, Marcelo comenta os anseios da população e as relações complicadas entre policiais e parentes de menores.
“Desde o dia que a gente ingressa na instituição policia, seja civil ou militar, todo dia vamos nos deparar com coisas chocantes. Outra coisa que me choca é que a população tem o desejo que a polícia solucione os seus problemas. Mas vale lembrar que a polícia é apenas um órgão, nós percebemos que existem  órgãos do governo do estado se esforçando, mas ainda não conseguiram solucionar esse problema. Aqui os adolescentes que cometem delitos, fazem parte de um processo que falta educação, falta apoio, falta centro de recuperação para menores viciados, pois a droga, o tráfico está ligado ao uso e a venda de entorpecentes. Essa vítima que estamos falando sobre ela, quando cometeu homicídio todos afirmaram que se tratava de um usuário de droga. E provavelmente um concorrente do tráfico tenha tirado sua vida”, disse Marcelo.

O comissário afirmou que mesmo com todos esses obstáculos as polícias tanto civil como militar realizam diariamente, ostensivamente seus trabalhos. Apreendendo armas, menores, solucionando homicídios, a PM está nas ruas fazendo flagrantes, apreendendo armas de fogo, fazendo flagrantes. Mas o pior é que a criminalidade é latente, persiste em chocar os profissionais, mesmo com essas dificuldades a polícia está firme e forte.

Maior idade penal

“Não tenho estudo sobre diminuição da maior idade penal, mas o que eu posso te dizer é que muito brandas as penas para os delitos praticados , o crime de furto ser afiançável, o preso progredir rapidamente de regime, cometer homicídio e não passar pelo menos seis anos preso, para os policiais isso é um absurdo. Não discuto sobre maioridade, mas acho que as penas são muito brandas, principalmente para adolescentes”.

Denuncias Anônimas


“Existe na verdade uma parceria entre a população e a polícia, quando cidadãos nos prestam algumas informações e elas são averiguadas. Os telefones da policia civil estão a disposição da sociedade 9481-7349, 3759-8226 e 3759-8232. O que eu garanto é que todas as denuncias são averiguadas.

Eduardo Rabêllo/jornalista


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